Política
Quinhentas mil assinaturas param Belo Monte?
06/02/11
Faltam poucos dias para o pedido dos internautas brasileiros, ser entregue à presidente Dilma Rousseff; o trabalho do Avaaz.org obteve até agora, mais de quatrocentas e dezesseis mil assinaturas, afim de proteger quatro mil quilômetros quadrados de preciosa floresta e quarenta mil pessoas que ali vivem, inclusive indígenas.
Se efetuado, o projeto da usina pode custar “trinta bi” aos cofres do estado. Democracia? Tomara que sim.
Participe: http://avaaz.org/parebelomonte
“Aloprados” por Elio Gaspari
06/12/10
Da coluna de Elio Gaspari, texto publicado no Globo de domingo (05/12/2010):
“O governo Dilma Rousseff nem começou e coleciona uma agenda de disparates. Durante a campanha, a doutora prometeu o controle da carga tributária, a defesa da moralidade e a contenção de gastos. Um pequeno balanço:
Três dias depois de sua eleição, perfilhou a ressurreição da CPMF, imposto derrubado pelo Congresso. Na primeira reunião do Conselho Político de sua base de apoio, a única proposta substantiva apresentada foi a legalização dos bingos. Seu primeiro investimento poderá ser a compra de um AeroDilma, que custa em torno de R$ 500 milhões.”
Para quem Lula governou e para quem Dilma vai governar?
“Processo Eleitoral” por Cláudio Calixto
09/11/10
Carta publicada com destaque no jornal “O Globo” do domingo passado (07/11/2010):
“Cabe ao novo governo pensar em mudanças necessárias à lisura do processo eleitoral, a saber: 1) Não obrigatoriedade do voto, como em toda democracia que se preze. 2) Fim das pesquisas prévias, que só servem para direcionar os votos de pessoas de pouco esclarecimento. 3) Não conceder título eleitoral a analfabetos. 4) Criar conceitos para o cidadão que quiser concorrer a um cargo. Por exemplo: como todo funcionário público, ele só estará habilitado mediante concurso, no qual demonstrará conhecimentos necessários ao cargo pretendido. Se fizermos isso, daremos um grande passo para acabar com o “circo” eleitoral e instalaremos uma democracia comandada por brasileiros que realmente queiram praticar o bem comum.”
Ainda acrescentaria “o fim das campanhas publicitárias na política” que tanto influenciam o resultado, estatizando e regulamentando a produção dos horários políticos; acabando assim com as campanhas caras, que além do caixa dois, trazem consigo o jogo de interesses entre iniciativa privada e eleitos, sustentando as desigualdades, a pobreza e o roubo.
Contudo, duvido que isso mude por vontade dos governantes, exatamente pela comodidade e interesses envolvidos; somente um abaixo-assinado pode colocar um ponto final em problemas como o voto obrigatório; nem mesmo a imprensa, as emissoras e os grandes grupos demonstram interesse em mudar o país, pois fazem parte da mesma patota.

