Críticas
Somos todos americanos
20/03/11
Com a recente visita de Barack Obama ao Brasil, o termo popularmente usado para fazer referência aos moradores dos Estados Unidos da América, manifesta o quanto falamos errado e o quanto a mídia nacional deseduca os brasileiros, pois quem nasce naquele país, é no português correto, estadounidense.
Parece um detalhe irrelevante, mas usar o termo “americano” como gentílico daquele povo, insinua que a “América” (usada até para dar título a uma telenovela), é de alguma forma a mais relevante colônia de todas as américas (que significam “bons negócios” segundo o dicionário Priberam), reiterando a cada uso, o culto ao imperialismo e “superioridade” ianque.
Usar “norte-americano” também é errado, apesar de bastante aceito, pois os canadenses também habitam a América do Norte e nós a do Sul, mas nem por isso usamos “sul-americanos” para fazer referência aos nascidos no Brasil, o que seria uma forma de tratar com inferioridade, nossos vizinhos do mesmo continente, sugerindo no modo de falar, que o nosso país ocupa um hemisfério inteiro da américa, “ocupando” na linguagem, o território dos outros, como fazem insistentemente, os estadounidenses.

Bandeira dos Estados Unidos do Brasil, recusada pelo povo e oficial por apenas três longos dias (entre 16/11/1889 e 19/11/1889).
Agradecimentos ao herói dos tempos da ditadura e jornalista histórico, Benoni Alencar.
O salário mínimo mundo afora
26/02/11
Você já viu, em qualquer dos importantes telejornais, um comparativo dos salários pelo mundo? Pois é, o chamado quarto poder, mantido pela iniciativa privada, demonstra pouco interesse em esclarecer o povo, amplamente dominado por um estilo de vida escravista, fundamental para manter a riqueza de poucos, incluindo os parciais, os vendidos e aqueles que tiram sarro dos mais pobres.
O mínimo em Portugal equivale a 1083 reais (475 euros); o mínimo do Chile, nosso vizinho latino-americano, equivale a 577 reais (165000 pesos chilenos), mesmo sendo um país muito menos rico e produtivo que o nosso; no pequeno Paraguai, o mínimo equivale a 485 reais (1341775 guaranis); do outro lado do Atlântico, o mínimo dos franceses equivale a cinco vezes e meio o nosso salário (3050 reais ou 1337 euros); na Espanha, 633 euros em quatorze vezes, equivalem a 1443 reais mensais (ou 20202 anuais). O Reino Unido tem o segundo maior salário do mundo (38427 reais por ano) e sua colônia mais famosa, os Estados Unidos da América, o décimo terceiro, pagando o equivalente a 25017 reais por ano ou 1786 por mês, considerando quatorze pagamentos durante o ano; um pouco mais abaixo, o pequenino El Salvador, paga 677 reais ou 8900 coroas eslovacas por mês. O Brasil está em sexagésimo nono, abaixo de Colômbia, Costa Rica, Equador, Chipre, Kuwait e muitos outros. Na verdade existem países que tem um mínimo por hora e outros como a Dinamarca, que dispensam leis sobre o assunto, tamanha a riqueza.
Vale lembrar que certos países tiveram o sangue dos seus, derramado para que conquistassem os direitos que possuem atualmente. O que há de errado com a gente?
Fonte: Wikipédia
“Aloprados” por Elio Gaspari
06/12/10
Da coluna de Elio Gaspari, texto publicado no Globo de domingo (05/12/2010):
“O governo Dilma Rousseff nem começou e coleciona uma agenda de disparates. Durante a campanha, a doutora prometeu o controle da carga tributária, a defesa da moralidade e a contenção de gastos. Um pequeno balanço:
Três dias depois de sua eleição, perfilhou a ressurreição da CPMF, imposto derrubado pelo Congresso. Na primeira reunião do Conselho Político de sua base de apoio, a única proposta substantiva apresentada foi a legalização dos bingos. Seu primeiro investimento poderá ser a compra de um AeroDilma, que custa em torno de R$ 500 milhões.”
Para quem Lula governou e para quem Dilma vai governar?
