Política
25 de maio: “dia sem impostos”
25/05/11
Que o brasileiro trabalha 21 semanas do ano só para pagar impostos, você já deve saber; também deve saber que países como Chile, Argentina e Colômbia, “cobram” apenas 13 semanas dos seus trabalhadores (mesmo sendo economias menores do que a nossa); com certeza sabe que existem diferentes impostos para cada produto vendido com nota, mas vale lembrar: 40% do valor da água mineral, vai para o governo; 18% do arroz, 38% do biscoito, 36% do café, 48% do valor de uma caneta, 47% do desodorante, 40% do detergente e 34% da farinha de trigo, pertencem ao governo no ato da sua compra.
Se tirarmos 47% do valor de um desodorante de R$2,90, o mesmo custaria R$1,53. Você não acha um absurdo que o governo praticamente duplique o valor de produtos fundamentais para o trabalhador? Teria muito mais sentido se os impostos fossem dez vezes menores (4,7% neste caso), afinal uma enorme quantidade de pessoas compra estes produtos fundamentais todos os dias.
Mas o que a gente nem imagina, é que no nosso país, se cobram impostos como se estivéssemos no Reino Unido ou Alemanha; que nos Estados Unidos (28%) e na Espanha (37%), se cobram menos impostos sobre o PIB (Produto Interno Bruto), do que no Brasil (39%); e que faltam apenas vinte países (de 179) para chegarmos ao topo do absurdo (109%), num país onde os indicadores de desenvolvimento social podem ser vistos nos hospitais e escolas do Estado; num país que chega ao patamar das mais altas economias, oferecendo o sexagésimo nono salário do planeta.
O que podemos fazer? Parar de votar nos baseando em pesquisas eleitorais mentirosas, pois o poder precisa retornar para o povo. O que você pode fazer? Repasse, curta, etc.
Vídeo: Tributação Transparente 2 por Instituto Millenium
Música: Imposto por Djavan
Charge: Brasileiro Canta: Dança do Créu por Maurício Ricardo
MSN filantrópico
25/05/11
Você sabia que era possível fazer caridade conversando através do Messenger? A campanha iniciada em 2007, permitia ao usuário que escolhesse dentre algumas instituições representadas por códigos, que poderiam ser colocados no nome de exibição do programa.
Durante três anos, três milhões de dólares foram levantados para instituições como WWF (*wwf), American Red Cross (*red+u) e UNICEF (*unicef). A campanha I’m making a difference (IM) está encerrada, e tudo que podemos encontrar no site, é como retirar os códigos do Hotmail e Messenger. Quem sabe o tio Bill socorre o Brasil dos “viciados” em MSN?
Somos todos americanos
20/03/11
Com a recente visita de Barack Obama ao Brasil, o termo popularmente usado para fazer referência aos moradores dos Estados Unidos da América, manifesta o quanto falamos errado e o quanto a mídia nacional deseduca os brasileiros, pois quem nasce naquele país, é no português correto, estadounidense.
Parece um detalhe irrelevante, mas usar o termo “americano” como gentílico daquele povo, insinua que a “América” (usada até para dar título a uma telenovela), é de alguma forma a mais relevante colônia de todas as américas (que significam “bons negócios” segundo o dicionário Priberam), reiterando a cada uso, o culto ao imperialismo e “superioridade” ianque.
Usar “norte-americano” também é errado, apesar de bastante aceito, pois os canadenses também habitam a América do Norte e nós a do Sul, mas nem por isso usamos “sul-americanos” para fazer referência aos nascidos no Brasil, o que seria uma forma de tratar com inferioridade, nossos vizinhos do mesmo continente, sugerindo no modo de falar, que o nosso país ocupa um hemisfério inteiro da américa, “ocupando” na linguagem, o território dos outros, como fazem insistentemente, os estadounidenses.

Bandeira dos Estados Unidos do Brasil, recusada pelo povo e oficial por apenas três longos dias (entre 16/11/1889 e 19/11/1889).
Agradecimentos ao herói dos tempos da ditadura e jornalista histórico, Benoni Alencar.

